…segundo a segundo desenha-se 2016

Acredito neste grande pensamento “Tudo o que realmente vale a pena saber, eu aprendi no jardim de infância. Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância…”

Algumas das coisas que se descobrem no jardim de infância….

… a compartilhar

… a jogar dentro das regras

… a respeitar os outros

… arrumar o que utilizo

… a respeitar o que é dos outros

… pedir desculpa

… lavar as mãos sempre depois da ida ao WC… recreio e antes de comer

…a levar uma vida equilibrada: aprender um pouco, pensar um pouco… desenhar… pintar… cantar…tocar…contar…ouvir… dançar… brincar… trabalhar um pouco todos os dias

… a ter cuidado quando ando na rua

… a dar a mão ao meu colega e ficar sempre junto dele(a)

…a observar o que me rodeia e a partilhar com os outros

… a concluir que os piriquitos… os peixes…as tartarugas…até mesmo a sementinha no copo plástico, todos morrem… nós também

… o sentido de liberdade… do amor …do afeto

… que o ano se faz de segundo a segundo…minuto a minuto… hora  a hora… dia …a dia…mês a mês…

BOM ANO de 2016!!

2015… em revista

Chegados a 31/12/2015 começam-se a desenhar metas para 2016… reflectir sobre um ano e recordar que o mesmo foi valioso e enriquecedor a todos os níveis …. pessoais … profissionais .. nada melhor do que revisitar 2015…

 

 

 

 

 

Um ponto de situação … no início de 2015

O jardim de infância Sto. António, Escapães é impulsionador de um modelo educativo na qual a experiência, a vivência, o diálogo, a pesquisa, a comunicação é o motor para o desenvolvimento de competências afetivas, cognitivas e sociais.

Num espaço físico moldado em função destes pressupostos educativos as crianças experimentam diariamente os laboratórios das expressões plásticas e musical, das ciências e matemática, das letras e da comunicação numa dinâmica promotora da criatividade e da autonomia.

A cadência do tempo surge a este espaço com novas ideias, novas dinâmicas abrindo-se a uma nova linguagem. A capacidade de “ver para lá do que é o produto final”, a linearidade e a continuidade, em contexto bilingue, dado que temos uma criança chinesa e um venezuelano, concretizam um currículo de diferenciação pedagógica, mas também rico em todas as faixas etárias, pois em cada idade verifica-se o valioso contributo da heterogeneidade.

O conhecimento constrói-se diariamente no cruzamento com o outro, com a experimentação, com a dúvida e com a descoberta. Este ano voltamos a reforçar que todos juntos aprendemos aprendemos…. reconstruimos….descobrimos…imaginamos… manipulamos… despertamos…. empreendemos…, esse é o fio condutor de toda a intervenção pedagógica.

Um pé no Jardim de Infância e outro no 1º ano do 1ºCEB…

 

A Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar (Lei nº5/97, de 10 de Fevereiro) estabelece como princípio geral que “a educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário”.

A Articulação Curricular entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico” visa transformar a transição entre o jardim de infância e o 1ºano do 1º ciclo do ensino básico num processo harmonioso e equilibrado promotor de sucesso para a criança.

Cabe ao educador, em conjunto com o professor do primeiro ciclo do ensino básico (1ºCEB), proporcionar à criança uma situação de transição facilitadora da continuidade educativa.

Esta transição envolve estratégias de articulação que passam não só pela valorização das aquisições feitas pela criança no jardim de infância, como pela familiarização com as aprendizagens escolares formais e também pelo trabalho de colaboração e articulação pedagógica conjunta.

O powerpoint abaixo apresentado é um ponto de partida do que pretende ser um projeto de articulação pedagógica entre os Jardins de Infância e os primeiros anos do primeiro ciclo de ensino básico de um mesmo agrupamento…  é um caminho que se faz caminhando…

Dezembro de 2014…

 

Um dos aspetos que cada vez mais é valorizado na intervenção pedagógica  é o envolvimento da criança no dia a dia, assim como a apropriação que ela faz das rotinas diárias e dos projetos em que se envolve durante o tempo que frequenta o jardim de infância.

O envolvimento é uma dimensão da atividade humana que requer uma intensa atividade mental proveniente de forças intrínsecas e permite à pessoa funcionar nos limites máximos das suas capacidades (Laevers, 1994a), agindo, assim, ao nível da zona de desenvolvimento próximo (Vygotsky, 1979).

Todos os Educadores de Infância estão conscientes da importância do envolvimento da criança, tornado numa competência essencial para a aprendizagem significativa e para o desenvolvimento.

Observa-se o envolvimento pela  motivação da criança e pela forma como ela é atraída e se concentra no estímulo e intensidade da experiência, tanto a nível físico  como cognitivo. Daí a importância das crianças demonstrar vontade e uma crescente  tendência para explorar o que não  conhece  resultantes das necessidades individuais de desenvolvimento de cada criança.

O envolvimento pode ser identificado através de um conjunto de sinais: concentração, persistência, energia física e mental, complexidade e criatividade, expressão facial e postura, precisão e tempo de reacção a estímulos (Laevers, 1994a).

A presença ou ausência destes sinais permite avaliar o nível de envolvimento da criança na tarefa.  O powerpoint que aqui partilho é um possível testemunho deste envolvimento preconizado pelas crianças do jardim de infância de Sto António, Escapães, durante o mês de Dezembro de 2014.

Preconizo tal como Oliveira & Formosinho, em 2000, que o envolvimento seja conceptualizado, não como uma mera característica individual ou processual, mas como a aprendizagem de um estilo desejável de encarar situações e realizações e, portanto, considero que o envolvimento dependente do contexto e das oportunidades que este promove para a aprendizagem da criança…

Com este artigo pretendo partilhar alguns flashes fotográficos … com  a intenção de promover uma reflexão que permita aferir o envolvimento de cada criança, na relação com os seus pares e como parte integrante do grupo… e o contributo do mesmo no seu desenvolvimento integral e harmonioso como cidadão autonómo e solidário.

Novembro de 2014

 

O socius ou o outro é um parceiro perpétuo do eu na vida psíquica. (Wallon, H., 1946).

A formação do eu da criança é um dos processos de desenvolvimento, nomeadamente passos de um percurso que passa pela tomada de consciência de si e do outro (e do mundo) que se elaboram a partir do estabelecimento de uma relação entre o eu e tudo o que não é o eu. No percurso de desenvolvimento da criança faz-se entre a realidade objetiva e a realidade subjetiva.

No jardim de infância o processo também tem continuidade nas várias vivências  dos diferentes eus, nomeadamente o eu corporal, condição para a construção do eu psíquico. Este, por sua vez, é o resultado de um processo crescente de individuação, em que os conflitos, os confrontos e as crises de oposição entre o eu e o outro assumem um papel fundamental: o da construção da pessoa humana, progressivamente mais diferenciada e individuada.

Neste percurso a Família e a Comunidade são parceiros fundamentais… Novembro de 2014 é uma possível perspetiva e/ou registo de uma vivência…

 

 

… OUTUBRO DE 2014

 

Crescer é um caminho que implica um conjunto de desafios… as crianças devem contatar com eles de diversas formas…

Outubro foi um mês em que os desafios surgiram de conversas… de descobertas…de propostas… desde os primeiros dias  até ao último dia do Mês..

UM OLHAR SOBRE… SETEMBRO DE 2014

Os olhares acontecem como resultado das dinâmicas que vão acontecendo… mas também depois num processo… que pode deste modo envolver uma reflexão…

…. Como surgiu??

… Porquê???

… Para quê????

Aqui fica o registo e uma interpretação…

 

 

 

A 6 dias do final do ano de 2014… uma perspetiva

 

O ano civil de 2014 trás em si dois momentos um final e um início de ano letivo….

A riqueza das experiências do final de ano de 2014 resultam destes momentos …

Chegou o momento da reflexão na e para a ação e terei então que debruçar-me nos últimos quatro meses… Setembro… Outubro… Novembro e Dezembro…

Um novo ano lectivo , 2014/2015, se iniciou … com novos propósitos… com novas metas…consolidadas em cada criança…  nos seus interesses… nas suas necessidades…nas  suas expetativas… MAS também nas expectativas que desenhei para que cada uma pudesse disfrutar de todas as vivências de forma a promover o seu desenvolvimento global e harmonioso… só possível porque vivemos em sociedade e como tal o impato de todas as vivêncais/experiências permite que cada um cresça e se desenvolva na partilha e no trabalho com os seus pares…

 

Um apontamento….

A Primeira Infância é a fase do desenvolvimento que compreende entre 0 e 6 anos de idade, tem sido cada vez mais discutida e abordada por especialistas de diferentes áreas como psicólogos, sociólogos, e entre outros que entraram num amplo consenso quanto ao desenvolvimento da primeira infância. Defendem essa fase, como primordial, na qual a criança construirá uma base que a beneficiará por toda a vida (UNESCO, 2007).

O desenvolvimento neste período depende das oportunidades que lhes forem oferecidas, aonde o indivíduo vai se constituindo como ser humano, portanto, é imprescindível valorizar todos os estímulos possíveis, inclusive o motor para que as crianças construam tais habilidades desde os primeiros meses de vida e que serão fundamentais para um crescimento saudável.

As crianças têm sede de descobrir, explorar, conhecer e vivenciar o novo. O corpo está diretamente relacionado a estas vivências, onde é capaz de expressar sentimentos, emoções, experimentando sempre novas maneiras de utilizar o mesmo.

Estas são as ideias que defendo como educadora de infância, por isso o meu SIM ao desafio de criar com as minhas crianças um vídeo, que se fundamentou numa história que as crianças gostavam muito. Desde a leitura, até à elaboração dos acessórios, dos cenários, da descoberta das falas… foi um processo rodeado de desafios… de incentivos… de estímulos… do acreditar …

A minha função enqquanto educadora deste grupo maravilhoso de crianças foi explorar as suas potencialidades e perceber o quanto podemos modificar e acrescentar amplamente vivências na vida destas crianças, diferente da realidade em que provém e este poder que me compete é simplesmente maravilhoso e aliciante… por isso o meu convite apropriemo-nos de projetos conjuntamente (nós e as crianças) e os resultados podem ser estes…

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Sobre a autora

Educadora de Infância, desde 1984. Licenciada e Mestre em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação, Universidade do Porto. Foi diretora do Centro de Formação Terras da Feira /(associação de escolas), Formadora de Docentes âmbito da Certificação do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua-Braga e também do Pessoal Técnico, Auxiliar e Administrativo, com certificação IEFP. Saudações Cordiais. M. João silva